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RESERVATÓRIO DE INCÊNDIO: o que ninguém te contou

RESERVATÓRIO DE INCÊNDIO o que quase ninguém te contou

RESERVATÓRIO DE INCÊNDIO: o que ninguém te contou

O que é a reserva de incêndio e por que ela importa

A reserva de incêndio é um volume de água destinado exclusivamente ao combate a incêndios — alimenta hidrantes, sprinklers e outros sistemas de combate. Ter essa reserva corretamente dimensionada e posicionada é essencial para obter aprovações como o AVCB e, principalmente, para garantir a segurança das pessoas e do patrimônio.

Capacidade mínima e variação por ocupação

A capacidade mínima do reservatório de incêndio varia conforme o risco e a ocupação do imóvel. Atualmente a norma costuma estabelecer como referência mínima 8 m³ (8.000 litros) para determinados riscos. Esse valor pode aumentar dependendo da classificação do local, do número de pontos de combate ou da presença de sprinklers.

Materiais e tipos de reservatório

A norma não impõe um material único para reservatórios. É possível construir em:

  • Concreto armado — muito usado em reservatórios enterrados ou fixos;
  • Estructura metálica — quando bem projetada e protegida contra corrosão;
  • Fibra / polietileno — opções leves e comuns para água de consumo.

Independentemente do material escolhido, a execução deve seguir critérios de estanqueidade, resistência e durabilidade. Impermeabilização e tratamento anticorrosivo são detalhes que não podem ser negligenciados.

Posicionamento: enterrado, ao nível do solo, suspenso ou em laje

A localização do reservatório depende de projeto hidráulico e estrutural. As principais opções:

  • Enterrado — boa estética e não impacta a estrutura aparente;
  • Ao nível do solo — exige base preparada e acesso para manutenção;
  • Suspenso / em laje — quando não há espaço no térreo; requer cálculo estrutural cuidadoso.

Um ponto que sempre merece atenção: cada 1 m³ de água corresponde a aproximadamente 1 tonelada. Então um reservatório de 8 m³ pesa cerca de 8 toneladas. Para capacidades maiores — 25 m³, 40 m³ — a carga é substancial e precisa ser considerada desde o projeto estrutural.

Reservatório individual ou integrado? Como funciona a união com a água de consumo

Não é obrigatório ter um reservatório exclusivo só para incêndio. Em muitos projetos, o reservatório de uso comum (água potável do prédio) pode ser aproveitado para compor a reserva de incêndio, desde que exista uma separação física ou hidráulica que garanta a disponibilidade do volume reservado.

Um exemplo prático: um reservatório total de 20 m³ pode ter 8 m³ reservados para combate a incêndio — esse volume pode ficar abaixo de um nível separador dentro do mesmo tanque, com dispositivos que impeçam o uso desse volume para consumo cotidiano.

Essa solução evita a necessidade de dois tanques separados, reduz custo e ocupa menos espaço. Contudo, é essencial que o projeto hidráulico e o projeto de prevenção contra incêndio definam claramente como será feita a separação de volumes e o controle para garantir que a reserva esteja sempre disponível.

Boas práticas e checklist antes da instalação

  1. Dimensionamento conforme ocupação e risco: siga as determinações do projeto de proteção contra incêndio.
  2. Consultar um projetista/engenheiro de combate a incêndio: para definir volumes, pontos de captação e pressão necessária.
  3. Cálculo estrutural: se o reservatório for suspenso ou em laje, garanta que a estrutura suporte a carga.
  4. Impermeabilização e proteção: assegure estanqueidade e proteção contra corrosão para aumentar vida útil.
  5. Separação de volume e dispositivos de controle: boias, válvulas e sinalizações que impeçam o uso indevido da reserva.
  6. Acesso e manutenção: degraus, tampas de inspeção e rota de acesso limpos e seguros.
  7. Prevenção de contaminação: quando integrado ao reservatório de consumo, certifique-se de que não haverá contaminação da água potável.
  8. Documentação para aprovação: inclua todas as especificações no projeto técnico para obtenção do AVCB e demais licenças.

Erros comuns a evitar

  • Ignorar a carga causada pela água ao posicionar o reservatório em lajes.
  • Não prever dispositivos que garantam a exclusividade do volume reservado.
  • Deixar de considerar manutenção e inspeção periódica.
  • Construir sem o projeto técnico responsável, dificultando aprovações junto ao corpo de bombeiros.

Resumo prático

Sim, você pode usar um mesmo tanque para consumo e reserva de incêndio, desde que exista projeto e dispositivos que garantam o volume mínimo exigido e a disponibilidade da água para combate. A capacidade mínima de referência costuma ser 8 m³ para riscos determinados, e o material do tanque pode variar desde que atenda requisitos de estanqueidade e durabilidade. Sempre faça o dimensionamento e a localização com um projetista responsável, considerando a carga da água e as necessidades específicas do imóvel.

Se precisar de ajuda para entender o que seu projeto exige ou para avaliar alternativas de reservatório, procure um engenheiro especializado em proteção contra incêndio. Um projeto bem feito evita retrabalho e garante que a reserva esteja disponível quando for realmente necessária.

Um grande abraço.

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